“Não sei quantas almas tenho”
Fernando Pessoa foi um poeta inovador que, através da sua originalidade e distinção marcou uma época, chocando o país durante o período modernista. Ao longo da sua vida foi um homem solitário, algo incompreendido e, talvez por isso, considerado louco. Mas aquilo que, na época, foi absolutamente criticado em relação à poesia pessoana é, hoje, profundamente admirado: a simplicidade no uso do vocabulário e a simultânea complexidade na intelectualização dos sentimentos, para que possam ser exteriorizados, o jogo entre fingimento e sinceridade , o desejo de ser um indivíduo conscientemente inconsciente. Por outro lado, Pessoa teve ainda a genialidade de se auto-fragmentar criando, inclusivé, pequenas biografias e temáticas de poesia distintas para os seus múltiplos "eu".
Pode-se, portanto, comprovar que, de facto, Fernando Pessoa foi um poeta à frente do seu tempo, ousado para a sua época e só recentemente reconhecido como um grande modernista.
(Nota: este texto poderia ter sido a minha redacção do meu primeiro teste de Português, que só deveria ter 200 palavras, no máximo. Daí ser um texto tão pequeno)
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