Diz-me que música ouves, dir-te-hei quem és?
Música: "Rise and Fall", Craig David com Sting
Olá! Hoje apetece-me escrever um post mais informal, apenas para provar que ainda estou aqui.
Anteontem, cá em casa tivemos lotação esgotada devido a um encontro que, na minha opinião, já deveria ter acontecido há imenso tempo, e mais uma vez houve o início daquilo que poderia ter sido uma discussão acesa, desta vez acerca dos factores que condicionam a maneira de ser e estar dos jovens portugueses actualmente. Muitos falam da série "Morangos Com Açucar" como sendo um mau exemplo para os jovens, embora, ironicamente, ela seja também um sucesso nacional, mas nós preferimos falar de gostos músicas - way more interesting! (a informalidade dos meus textos inclui expressões british, atenção!).
De facto, a música desde sempre criou impacto e provocou emoções e sentimentos nas pessoas, quer pelas letras que transmite, quer pelas melodias e, de facto, no meu breve estudo acerca das subculturas percebi que o que praticamente todas têm em comum é o facto de terem surgido a partir de um determinado estilo musical e, depois, terem passado a ser movimentos culturais que assumiam um certo estilo de roupa e de comportamento distintos da chamada "cultura de massas". Mas o que interessava ali discutir era até que ponto o modo de vida pessoal dos artistas leva os fãs a agir como eles? O caso mais alarmante será provavelmente o uso de drogas que, tal como a minha mãe defendeu, desde sempre existiu e continua a existir entre aqueles que consideramos ser altamente talentosos - o que, também ironicamente, os vai tornando muito mais famosos (o nome de uma certa cantora britânica deve estar a surgir nas vossas mentes...). De um lado, defendia-se que os fãs podem ser e são muitas vezes levados por "maus caminhos" ao saberem que o seu artista favorito também o faz, julgando que provavelmente aquilo é banal, é fixe e vai proporcionar-lhe bons momentos e novas experiências; do outro lado, defendia-se que não são os ídolos que influenciam directamente os seus fãs com este ou aquele comportamento, uma vez que essas pessoas muitas vezes estão fisíca e emocionalmente distantes dos fãs para os poderem influenciar de uma forma tão directa (aquilo que em Psicologia seria o meio mais macro da vida de cada um de nós, se estivesse aqui a querer usar termos técnicos).
O que tornou esta discussão pouco produtiva foi o facto de a maioria calar a minoria e, portanto, a ideia que ficou é que as pessoas não são de facto influenciadas pelos seus artistas favoritos de forma tão directa ou infalível, pois o mais preocupante e o que terá, provavelmente, mais peso é a influência do colega do lado. Aliás, se alguma vez houve esse tipo de influência, actualmente, ela é cada vez menos acentuada, de acordo com os defensores desta opinião. Os jovens presentes (eu incluída) diziam que apesar de serem fãs de Nirvana, Metallica ou mesmo Amy Winehouse não eram influenciados pelos seus comportamentos (até os Keane tiveram o seu mau momento,algo que me deixou desiludida, mas que felizmente foi superado rapidamente e com sucesso), mas se a ideia era a de que os nossos artistas favoritos nos influenciam dessa forma, "o melhor é ser fã de Radiohead", disse o Mário. No entanto, estes argumentos não foram aceites pela outra parte, porque os presentes eram expepções à regra. A propósito desta ideia, no meio desta discussão em que permaneci quase calada, lembrei-me de um documentário do Michael Moore, chamado "Columbine", em que ele tentava perceber se as músicas que os jovens ouviam - naquele caso Marylin Manson - os tinham influenciado nas suas acções violentas (por favor, consultem a sinopse para melhor esclarecimento do contexto deste filme/documentário).
Com tudo isto, além de expôr as opiniões dos diferentes intervenientes na discussão de anteontem quero também perguntar aos raros leitores deste blog: what are your thoughts on the matter? (como diria o Heath Ledger, em Casanova). O que pensam disto? A vida pessoal dos nossos ídolos pode influenciar os nossos comportamentos ou, actualmente, apesar de sabermos que muitos dos artistas consomem drogas estamos muito mais alerta para não irmos pelo mesmo caminho? Deixo ao vosso critério!
Até ao próximo post!
Keane: regresso a terras lusas!
No passado dia 18 de Julho o grande momento repetiu-se! Os Keane voltaram a presentear-nos com um magnífico concerto no norte, desta vez no Festival Marés Vivas, em Gaia. Porém, como se tratava de um festival Gabriella Cilmi e os californianos Colbie Callait e Jason Mraz deram também espectáculo, tornando o 3º e último dia do festival numa autêntica reunião de jovens adolescentes, superando o número de pessoas esperado para aquele dia.
Primeiramente, tenho que admitir que não assisti aos dois primeiros concertos, embora tenha ouvido ao longe a Colbie Callait a cantar a música "You Found Me" dos The Fray, que eu simplesmente adoro!! Em segundo lugar, achei curioso o facto de os fãs do Jason Mraz serem facilmente identificados graças aos chapéus que traziam, semelhantes àquele que o cantor, por vezes, usa - e que naquela noite usou, de facto. No entanto, fiquei com uma ligeira sensação de desilusão após o concerto do Jason Mraz. Sinceramente, não sei se era do lugar em que eu estava, no meio daquele mar de gente, mas não senti muito a energia do público. Um dos pontos fortes será, para mim, o facto de o Jason Mraz ter cantado as suas músicas mais conhecidas, levando as pessoas a cantar juntamente com ele, mas tirando esses pequenos picos de agitação, achei que o concerto dele iria ser mais cativante. Pelo menos daquilo que vi na internet antes deste concerto, em que o cantor interagia mais com o público apesar de só ter com ele uma viola, este concerto deixou um pouco mais a desejar - mas isto pode ser apenas por eu não dar 25euros por um concerto só dele.
Por outro lado, como grande fã que sou dos Keane, a actuação deles foi para mim o momento alto da noite! Pela primeira vez tive a oportunidade de ouvir as músicas do seu mais recente albúm "Perfect Symmetry", que infelizmente não pude ouvir quando eles vieram a Lisboa, e devo dizer que os Keane não só não desiludiram, como ainda nos conseguiram surpreender, graças ao seu mais recente talento: falar português! "Viva Gaia!!" foram as primeiras palavras que se ouviram do vocalista Tom Chaplin e que deram abertura a um concerto cheio de energia. Mais uma vez repetiram-se os sorrisos, as mãos no ar e a dedicação quase exaustiva por parte da banda e dos fãs. "Vocês são um bom povo" dizia o vocalista, no seu português tímido, demonstrando simpatia pelo "povo do Norte". Durante a actuaçao no Porto esta simpatia foi, pelo menos para mim, uma surpresa, mas este concerto foi, provavelmente, a confirmação do quanto os próprios músicos ficaram agradavelmente supreendidos com a recepção do público português ao longo do tempo. Sim, podem também estar a dar-nos muita graxa, mas penso que não sou totalmente ingénua ao achar que se, de facto, eles não sentissem a nossa hospitalidade, então simplesmente não fariam referências ao facto de sermos um "povo unido que se reúne em grande escala, num espaço como este, por um objectivo comum". A certa altura perguntei-me "Mas em Inglaterra não há festivais? As pessoas não se reunem para ir a festas ou a concertos?".
Relativamente às músicas tocadas, penso que eles percorreram da melhor forma os três albuns, apresentando os novos sucessos como "The Lovers Are Losing" e "Spiralling" (mas também a minha favorita "Perfect Symmetry" que ainda não é um sucesso) sem se esquecerem dos clássicos (se assim já se podem chamar) "Somewhere Only We Know" e "Everybody's Changing". Mais uma vez o concerto terminou com "Bedshaped", havendo ainda tempo para um cover da música "Under Pressure" dos Queen, numa altura em que as pessoas tinham já dado o concerto como terminado, mas recuaram para ouvir uma última música.
Concluindo: se eu achava que este concerto seria uma repetição do que aconteceu no Queimódromo, a realidade é que com um público tão grande, tão entusiastico e caloroso (palavras do cantor) este acabou por ser melhor que o anterior. Inclusivamente, tive a ligeira sensação de que as pessoas que estavam perto de mim e da minha amiga Inês, nos olhavam com um ar bastante estranho como se o facto de cantarmos as músicas com tanta dedicação fosse quase ridículo.
Apesar de há meses ter questionado o sucesso da mudança da banda, ao nível da sonoridade, a verdade é que aqueles que os acompanham desde o início podem com certeza afirmar que a banda está, provavelmente, no seu melhor, quer na forma como actua ao vivo e como interage de forma incansável com o público, quer nos novos estilos musicais que tem explorado. A prova disso? O número infindável de fãs que assistiu ao espectáculo naquele sábado! Independentemente dos maus olhados e dos julgamentos precipitados, eu gostei imenso e foi um concerto inesquecível!
Mais informações
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É mesmo isto!
Algumas pessoas dizem que conseguem eleger, dentro de um pequeno grupo, aquelas músicas que formam a banda sonora das suas vidas. Eu, pessoalmente, não costumo preocupar-me muito com o significado da maioria das músicas que ouço e gosto, embora depois acabe por me identificar com algumas. Mesmo assim, sempre achei que seria extremamente difícil escolher apenas um pequeno grupo que descrevesse as experiências pelas quais passei, as pessoas que conheci e os sentimentos que experimentei - as experiências de todos nós são muito diferentes entre si, por isso, sempre achei que uma ou duas músicas não me poderiam definir de forma definitiva.
Exactamente por pensar assim resolvi escrever este post, porque, apesar de ainda não ter descoberto a minha banda sonora, descobri a música perfeita para a fase em que estou neste momento e para aquilo que, por vezes, atravessa o meu pensamento. Hoje, especialmente, tive uma conversa com a minha amiga Inês sobre saber-se ou não quando se está apaixonado por alguém e sobre saber-se ou não que aquela é a pessoa certa. Ironicamente, e por mero acaso, descobri que a conversa que tivemos se resume a esta música: Gotta Be Somebody, dos Nickelback. Deixo-vos a letra...
This time, I wonder what it feels like
To find the one in this life,
The one we all dream of, but dreams just aren't enough,
So I'll be waiting for the real thing,
I'll know it by the feeling
The moment when we're meeting,
We'll play out like a scene, straight off the silver screen,
So I'll be holding my breath, right up to the end,
Until that moment when,
I find the one that I'll spend forever with
[Refrão]
'Cause nobody wants to be the last one there,
'Cause everyone wants to feel like someone cares
Someone to love with my life in their hands,
There's gotta be somebody for me like that,
'Cause nobody wants to go it on their own,
Everyone wants to know they're not alone,
Somebody else that feels the same somewhere
There's gotta be somebody for me out there
Tonight,
Out on the street, out in the moonlight
And, dammit, this feels too right
It's just like déjà vu, me standing here with you
So I'll be holding my breath
Could this be the end?
Is it that moment when, I find the one that I'll spend forever with?
[Refrão]
You can't give up, when your looking for that diamond in the rough
Because you never know, when it shows up
Make sure your holding on, 'cause it could be the one,
The one your waiting on..
[Refrão]
Spiralling: novo single, novo estilo

Por vezes, existem bandas das quais gostamos desde o início da sua existência, começando pelos singles que nos são apresentados no álbum de estreia até àqueles que nem estão nos CD's (os chamados B-sides). Bandas há que mudam de sonoridade e de estilo ao longo do tempo e que vão conquistando diferentes tipos de pessoas ao longo da sua carreira. Qualquer banda, ou mesmo artista, perde e ganha novos adeptos.
Mas existem outras bandas, outros artistas, que nos habituam a uma determinada melodia que nos conquista e nos torna fãs incondicionais. Então, achamos que essas bandas, depois de um primeiro, de um segundo ou até de um terceiro CD, apesar de mudarem, não podem mudar tão radicalmente ao ponto de deixarmos de gostar delas. Mas podem...e mudam!
Os Keane ainda não chegaram ao quarto CD - vão lançar o terceiro álbum "Perfect Symetry" em Outubro, no Reino Unido - mas já começam a dar sinais de grandes mudanças. Para percebermos tais mudanças, basta ouvir o seu novo single deste terceiro álbum, "Spiralling". Quando eu achei que qualquer coisa que viesse deles me agradaria de imediato, que bastava aparecer o primeiro novo single para eu comprar o CD deles, os rapazes aparecem-me com este estilo completamente fora do habitual, que parece tudo menos Keane.
Em termos de sonoridade, apesar da minha pouca experiência e conhecimento em músicas de décadas nas quais não vivi, esta música soa muito a anos 80, fazendo-me lembrar inclusivamente algumas músicas da Madonna e, há quem diga tal, do David Bowie. Ora, para quem conhece os grandes êxitos dos Keane, não consegue acreditar nas minhas palavras, não é verdade? Assim, resolvi deixar aqui o link da música que eles disponibilizam no seu site gratuitamente (até dia 11 de Agosto), porque só ouvindo é que dá para acreditar!
Em termos de imagem, a mudança também foi radical e ousada. Mas, para os que substimaram os Keane e os classificaram como mais uma banda ligeira, muito parada e sem graça (como muitos já me disseram) este novo visual é bastante chamativo e põe algumas dúvidas sobre a habitual discrição da banda. Resta saber como será a capa do novo álbum.
Isto...é Keane?!, perguntei eu. Sem dúvida eles resolveram arriscar! No segundo álbum já se notava que eles queriam mudar e, de facto, achei que houveram algumas alterações positivas e que eram, inclusivamente, necessárias. Mas desta vez, ao contrário dos Coldplay, que também trazem uma nova sonoridade, os Keane arriscaram demais, na minha opinião. Pode ser que, com o tempo, eu me habitue ao novo estilo que eles quiseram adoptar, mas até ao momento Spiralling custou a entrar no ouvido. Talvez eu esteja muito agarrada àquilo que eles eram e que, bem no fundo, sempre foram, ou talvez tenha sido o choque da primeira vez que ouvi, mas não gostei. Sinceramente, espero que esta sonoridade seja uma excepção no novo álbum, porque não queria deixar de gostar deles e só por isso é que vou dar uma segunda oportunidade aos meus ouvidos para se habituarem aos novos Keane.
ouçam aqui: spiralling-radio-edit.mp3
Programa Blunt

Sim, deveria ter escrito este artigo há mais tempo, mas, no dia da ocorrência, não tive uma vontade desesperante de saciar a minha sede de escrever acerca de mais um evento dos últimos dias. Mesmo assim, e dadas as circunstâncias (clausura quase total dentro de casa até ao dia 15 de Julho), resolvi escrever hoje como forma de fugir às responsabilidades.No passado dia 4 de Julho tive a oportunidade de assistir ao concerto do britânico James Blunt, de quem já me considero fã desde...bem, desde que ele apareceu. Confesso que não fui ao concerto de há dois anos porque não estava cá (e já nessa altura achei que tinha perdido uma oportunidade de ouro), por isso, não podia deixar de ir desta vez. No entanto, é importante referir que estive à beira de perder mais uma oportunidade por falta de companhia (uns porque perderam o interesse, outros por mero orgulho). Felizmente, fui surpreendida por um convite irrecusável e consegui ir ao concerto que se realizava no Campo Pequeno - Lisboa (daí o 'orgulho' de que falei acima).
A banda portuense Classificados abria o espectáculo e deu para perceber que eram novatos, porque evocavam o nome da banda constantemente e a qualidade do som não era muito boa (ou seria mesmo o estilo de música?), o que, por momentos, me pôs a pensar se o Campo Pequeno seria um bom lugar para concertos - não era, de facto, embora as razões fossem outras. Ao fim de uma hora de espectáculo, os Classificados despediram-se e, nos minutos que se seguiram até à chegada do artista principal, as bancadas do recinto iam enchendo a olhos vistos.
Finalmente, apagaram-se as luzes, ouviram-se assobios e palmas, o pano de fundo caiu dando lugar a um painel que exibia um pequeno video, cujo tema não consegui compreeender. Entrou a banda, começou a música "Give Me Some Love" (do 2º albúm "All The Lost Souls") e entrou o James Blunt já com a guitarra na mão. A histeria foi geral!
Durante este espectáculo, percebi que, apesar das melodias e letras melancólicas ou demasiadamente trágicas do cantor (sim, admito que isso seja razão para não se gostar dele), ele tem bastante sentido de humor: depois de agradecer algumas vezes em português num "obrigado" perfeitamente perceptível, explicou que tinha as duas músicas mais tocadas em casamentos e funerais no Reino Unido ("You're Beautiful" e "Goodbye My Lover", respectivamente). Então, perguntou ao público mais próximo como se dizia a palavra funeral em português, repetindo-a ao microfone e, obviamente, ouviram-se algumas gargalhadas - valeu a pena pelo esforço. Tocou, depois, a música "I'll Take Everything", a música perfeita para divórcios, segundo Blunt (mais gargalhadas!). Em oposição, o momento mais tocante deste concerto foi ao som da música "No Bravery" (ainda do 1º albúm "Back To Bedlam"), que conta a experiência do cantor como elemento do Exército Britânico, ilustrada com imagens de guerra que passavam no painel que fazia de cenário: crianças refugiadas, casas destruídas, estradas desertas.
Para quebrar um pouco o ambiente pesado, começou a ouvir-se uma música "...about a naughty little girl called Annie", segundo as palavras do autor, e lá se foi o encanto que eu tinha por esta música, com um nome tão parecido com o meu. A partir deste momento, o cantor soltou-se cada vez mais até ao fim do concerto (para histeria da secção feminina na plateia): saltou para cima das colunas de som e, inclusivamente, para cima do piano, qual rock star, e cumprimentou entusiasticamente os/as fãs nas primeiras filas (para não dizer que quase se atirou a eles/as), com as músicas "Same Mistake" e a derradeira "1973".
Admito que pensei que o concerto dele seria mais calmo e que ele pudesse, eventualmente, desafinar um pouco, porque o único DVD de um concerto dele ao vivo mostra isso mesmo. Acabou por acontecer tudo menos aquilo que eu receava! Cheguei à conclusão que, muitas vezes, ver a segunda tour de um artista ou banda que se estreou há poucos anos pode ser muito mais gratificante, porque nos supreende, em vez de ver logo o primeiro espectáculo ao vivo, quando os artistas ainda estão a amadurecer - posso, portanto, pressupor que com o passar dos anos o James Blunt só ficará melhor =) !
Até ao próximo post!
Alinhamento:
- Give Me Some Love
- Billy
- High
- I Really Want You
- Carry You Home
- I'll Take Everything
- Goodbye My Lover
- No Bravery
- Annie
- 'Cause I Love You
- You're Beautiful
- Shine On
- Out Of My Mind
- Wiseman
- So Long, Jimmy
- One Of the Brightest Stars
- Same Mistake
- 1973
